Artigos

O GOLPE NO PALÁCIO MIRAFLORES

O GOLPE NO PALÁCIO MIRAFLORES

O Palácio do Planalto se transformou no palco dos discursos inflamados dos seguidores da presidente Dilma Rousseff. Dilma, travestida de estadista e não mais como a travessa jovem que abandonou o colégio de freiras para ingressar no mundo da resistência à ditadura que os brasileiros nunca desejaram, encontrou espaço para, em defesa do seu mandato, usar o palácio idealizado por um dos seus ídolos políticos, Oscar Niemeyer, como trincheira.

O amplo espaço do palácio, quase todos os dias, fica repleto de correligionários vestidos de vermelho e gritando palavras de ordem, dentre elas,  “Não vai ter golpe”.

A mudança radical no discurso da presidente não mais defende o seu mandato contra o impeachment. Agora, no calor do julgamento sobre o seu futuro se prepara para resistir à democrática avaliação do Congresso Nacional sobre os crimes que possa ter cometido no exercício da função pública.

Miraflores, o palácio presidencial de Hugo Chaves, também serviu de palanque para transformar a Venezuela em uma ditadura com sutis traços de democracia. Com o poder da cooptação de políticos em troca de cargos, Chaves impôs a sua vontade com dinheiro para, afinal, com a força das suas dezenas de facções paramilitares atemorizarem o povo com a violência das ditaduras.

A prática populista, que permanece na nossa pobre América, só foi possível com a ajuda de grupos que fingiam lutar por democracia, mas, no poder, implantaram sua forma de excluir o povo das decisões políticas.

A incitação à violência dos líderes dos movimentos sociais sustentados pelo governo e que gritam “Não vai ter golpe”, se referindo à população cansada de ser roubada e que sai às ruas pacificamente, na verdade esconde a frase “Vai ter golpe”que, no subconsciente dessas massas, é fomentado pelos próceres acuados ou presos condenados por corrupção, além de outros crimes que destruíram as finanças do país.

Esses políticos, inclusive a presidente, sabem que a Justiça não irá permitir o desrespeito às leis e à ordem pública, a não ser que os ministros do Supremo Tribunal Federal, juízes, procuradores da República e policiais sejam destituídos dos seus cargos e substituídos por parceiros do verdadeiro “golpe de mestre” que germina nos porões do governo, seguindo o exemplo de Chaves quando criou a ditadura democrática da Venezuela.

Quando a Praça dos Três Poderes estiver repleta de bandeiras vermelhas, e a turba descontrolada, chegará a hora da invasão do Supremo Tribunal Federal, do Congresso Nacional e dos demais órgãos públicos.

O povo precisa voltar às ruas contra a corrupção, a violência e a intolerância; ainda é tempo de impedirmos a continuação do mais desastrado governo que já tivemos em tempos de democracia.

Brasília, 08 de abril de 2016. Publicado no www.diariodopoder.com.br - autorizada a publicação com indicação da fonte -www.blogpaulocastelobranco.com.br

DRAMÁTICA TRAVESSIA

DRAMÁTICA TRAVESSIA

O desembarque peemedebista do "titanic", que afunda com o quase- submerso governo Dilma, obrigará a presidente a usar um desses barcos piratas que singram os mares  do Mediterrâneo e Egeu,  transportando desesperadas famílias em busca de portos seguros na Europa.

O que Dilma está oferecendo aos seus poucos aliados é uma vaga apertada no seu precário bote, a custo incalculável, em troca de alguns dias em mares revoltos sem a certeza de que poderão chegar às praias, e, se sobreviverem,  ficarão , no próximo governo, abrigados em tendas de lona sem um espaço político para chamar de seu.

Os ministros, indicados pelo PMDB, que entregaram os seus cargos sabem que, com o comandante Temer manejando o timão, voltarão aos seus postos depois de merecido descanso após suportar, por anos, a intolerância da presidente e as investidas diárias de petistas sempre exigindo mais espaço nos ministérios, apesar de controlarem praticamente todas as posições de destaque em órgãos públicos.

Os altos rendimentos dos companheiros que, além  de garantirem o percentual devido ao partido, os transformaram  em novos ricos que vivem passeando às custas do dinheiro público, participando de seminários e encontros agendados para garantirem ,  não só divertimento, mas, também, a  organização de novas ações de dilapidação dos recursos nacionais, ocasionando a falência do Estado e de suas empresas.

A agressividade de alguns parlamentares na defesa do governo  demonstra que o presidente do Partido do Trabalhadores inoculou em seus aliados o propósito de tumultuar as pacíficas manifestações populares e  de transformar a nossa sociedade em bons e maus, violentos e pacíficos, ricos e pobres.

Os movimentos da cidadania a favor do afastamento da presidente Dilma estão se tornando diários  e participativos, levando à loucura os organizadores dos eventos a favor da permanência de Dilma, pois precisam cooptar milhares de pessoas em troca de pão e circo, e que, na verdade, nada sabem contra o que estão protestando.

O fim está próximo, e o tempo para a renúncia se  estreitando, e a presidente afunda como o comandante do Titanic, só que ao som do toque de silêncio, como é praxe nas cerimônias fúnebres.

Publicado no Diário do Poder – www.diariodopoder.com.br - autorizada a publicação com indicação da fonte – www.blogpaulocastelobranco.com.br

ERA UMA VEZ...

ERA UMA VEZ...

Nesses dias de tensão, nos quais são expostas as entranhas mais profundas de um governo sem rumo, o personagem Lula escapou de ser achincalhado em praça pública. Foi salvo pela divulgação da colaboração premiada à Justiça, do seu líder no Senado Federal, Delcídio do Amaral, que detonou o ministro da Educação Aloísio Mercante e trouxe para o picadeiro do circo, instalado no palácio do Planalto, outros aliados e adversários.

Mercadante só não caiu imediatamente em razão do problema maior que é a nomeação de Luiz Inácio para o cargo de dono do poder, se é que se pode considerar poder o vexame a que somos submetidos pela ação de nossos políticos.

É inacreditável e motivo de galhofa internacional a situação atual. Na presidência está Dilma refém e algoz, subjugada por Lula e dona da caneta que demite e nomeia seus auxiliares a cada meia hora.

A Câmara Federal, presidida por um investigado, virou casa da mãe Joana em que ninguém se entende, e a oposição, excluídos alguns destemidos, está acuada pelas delações que empurra alguns dos seus líderes para o paredão da “Justiça Para Todos”, apelido do “Tolerância Zero”, aplicado nas democracias, e que demorou a ser instalado em nossas bandas.

No Senado Federal, também presidida por investigado, os agressivos ataques entre pares, que antes do mensalão e do petrolão conviviam pacificamente, agora é terra de ninguém. Os senadores estão assustados com a responsabilidade de aceitar ou não o impeachment da presidente. É muita responsabilidade para tão poucos isentos cidadãos.

O pior de tudo é o dilema de Lula em aceitar ou não ser nomeado ministro. Na avaliação solitária do ex-melhor presidente do Brasil nos últimos 500 anos, deve ter passado por sua cabeça a hipótese de, se preso, ser arrebatado das grades pelo povo e se tornar ditador de uma “República de Bananas” .

Quem sabe Lula não pensou em ser uma espécie de Nélson Mandela que, depois de vinte e sete anos preso, se transformou em personagem da história da humanidade. Ele não deve saber que Mandela, além de preparado intelectualmente, exerceu a advocacia, ganhou dinheiro honestamente e, desiludido com a discriminação racial, partiu para o enfrentamento violento, e acabou confinado por anos.

Lula, que na verdade foi um grande vendedor de ilusões, sendo preso, faria um grande favor aos brasileiros se suportasse 27 anos de cárcere e, libertado, voltasse ao poder democraticamente aos 97 anos. Quem estiver vivo, verá!

Brasília, 15 de março de 2016.

Paulo Castelo Branco.

Publicado no "Diário do Poder" www.diariodopoder.com.br -  autorizada a publicação com indicação da fonte www.blogpaulocastelobranco.com.br

VELHO INFRATOR

VELHO INFRATOR

 

Septuagenário, Lula, após ter sido convidado a prestar depoimento na Polícia Federal, foi levado ao aeroporto de Congonhas , e lá ficou por três horas. Ao sair, parecia um desses jovens infratores que, encaminhados às delegacias especializadas e, na certeza de que serão libertados , surgem nas televisões, com imagem distorcidas e vozes digitais, falando besteiras, afrontando policiais, xingando repórteres e proclamando que são "dimenor".

O líder dos enfurecidos companheiros, comportando-se como incentivador de badernas e violência, usando a sua emissora privada, prometeu colocar seus ilegais guerreiros nas ruas para exigir respeito e privilégios.

Sendo "dimaior", o ex-presidente, com a colaboração de vídeo postado nas redes sociais pela "aliada Jandira Feghali", fala ao telefone com a ameaçada sucessora, e diz que podem enfiar, no orifício anal - para não ser chulo como o ex-presidente -  os processos contra ele. Lula, que já havia feito discurso midiático, debochando da Polícia Federal, do Ministério Público, da Justiça e da maioria do povo brasileiro, com a divulgação do vídeo de Jandira confirmou a sua fama de debochado e desbocado.

É inacreditável que tenhamos sido governado, por tantos anos, por uma pessoa que incita a violência, destrata interlocutores, desafia a mídia, além de preferir bebidas fortes a  vinhos refinados, apesar de possuir adega climatizada em um sítio emprestado de um amigo.

A fama de apreciador contumaz de cachaça, Lula deve ter tomado uns tragos antes de proferir o seu discurso. Olhos empapuçados, cabelos ralos e desgrenhados, voz rouca vinda da garganta sofrida, o ex-presidente encontrou o palanque que ,a tempos, buscava e vociferou ameaças aos ventos.

Em um momento terrível para o Brasil, Lula deveria se espelhar no africano Nélson Mandela que, após vinte e sete anos de injusta prisão, pregou a paz e o perdão aos seus concidadãos. A preferência do assustado conduzido depoente pela África, governada por ditadores, aclara o interesse de investir fortunas naquelas paragens. Deve ser este o ideal do político decadente: governar o país sem oposição, sem democracia e sem justiça para todos.

Lula sabe que os seus dias de liberdade estão por um fio e, desesperadamente, retoma as rédeas do seu séquito e pretende sair às ruas do país, cobrando dos mais pobres a dívida por ter proporcionado a eles melhores condições de vida. Esses cidadãos não devem nada ao ex-presidente, ao contrário, todos governantes devem proteger os carentes, desde que não coloquem uma parte dos recursos em seus bolsos através de artifícios.

A derrocada da maioria dos nossos políticos é a verdadeira prova dos desmandos causados por corruptos e incompetentes. As investigações que desmancham as maravilhas do Brasil líder mundial  já levaram à condenação e prisão homens de confiança de Lula e, agora, se aproximam, implacavelmente, ao governo da presidente Dilma.

Deve ser duro para uma menina que sonhava, erroneamente, implantar uma sociedade mais justa, estar atolada no lamaçal arrasador que destruiu não uma represa, mas, uma nação.

Dilma, que também é "dimaior", mas não tem os privilégios dos septuagenários, deveria se afastar das más companhias para não ser convidada, ao amanhecer, antes sair nas constantes pedaladas,  a depor no processo da  Lava-Jato perante ministros do Supremo Tribunal Federal.

Brasília, 5 de março de 2016.

Paulo Castelo Branco.

Publicado no "Diário do Poder" em 06.03.2016 - www.diariodopoder.com.br   Autorizada a publicação com indicação da fonte  www.blogpaulocastelobranco.com.br   face/paulocastelobranco

O ÚLTIMO ATO

O ÚLTIMO ATO

A presidente Dilma, na solidão do Palácio da Alvorada, deveria assistir ao filme "O Último Ato ", protagonizado por Al Pacino, e que está sendo exibido nos canais pagos.

A história é sobre a vida de um ator em decadência que não tem amigos, filhos ou parentes para dividir as suas agruras. Em sua derradeira atuação, por um distúrbio qualquer, fica do lado de fora do teatro e não consegue entrar em cena, barrado pelo porteiro  que não o reconhece como ator, por estar caracterizado com roupas maltrapilhas. O filme é adaptação do sugestivo "A humilhação", do escritor Philip Roth.

E o que a presidente Dilma tem a ver com isto? Tem a ver com a situação humilhante imposta por Lula e seus companheiros que boicotam a presidente, insatisfeitos com o fraco desempenho do governo em todas as áreas, e com  a incapacidade de Dilma controlar a Polícia Federal, o Ministério Público, a Justiça, hoje avalizados pela imensa maioria do povo brasileiro que deseja vê-la fora do poder.

A presidente resiste, aplicando curativos em feridas abertas e infeccionadas que só poderão ser curadas com antibióticos ou amputação dos membros.

No dia 13 de março, a população estará nas ruas e, agora, como na campanha das "Diretas Já", com a participação dos partidos políticos de oposição que se utilizarão dos fundos partidários para incentivar o movimento e, mais uma vez, colocar a presidente na iminência de ser afastada do cargo.

Dilma poderia se espelhar no caso do ex-presidente Collor. Acusado de participação em atos de corrupção, Collor, em sua trincheira para se manter no poder, convidou ilustres brasileiros para ajudá-lo a superar a crise, entre eles Fernando Henrique Cardoso, que não aceitou o convite.

Alguns entraram para o ministério chamado de ético, como Jarbas Passarinho, Jorge Bornhausen, Célio Borja, Celso Lafer, Helio Jaguaribe entre outros, que embarcaram na canoa furada, e, sem dúvida, colaboraram para a governabilidade do país até a posse de Itamar Franco que, com sua correção de princípios, mudou o país.

A presidente, se ainda tiver a coragem da jovem guerrilheira, aproveitando o momento da união da maioria do povo que quer mudanças, poderia abandonar a arca de Lula e buscar, entre brasileiros de conceito ilibado e reconhecida habilidade política, para auxiliá-la a superar a crise que se aprofunda a cada dia.

E o que fazer com o Partido dos Trabalhadores, com os partidecos que o apóiam, com a turba que depreda bens públicos e privados,  com os condenados e presos, e com os fanáticos seguidos de Lula? Mandá-los para a oposição onde poderão combater com vigor, os desacertos, a corrupção, os políticos, e tudo o mais que, quando no poder, praticam com desenvoltura.

O nosso "Último Ato", que não é ficção, está próximo de cerrar as cortinas.

Brasília, 02 de março de 2016.

Paulo Castelo Branco.

Publicado no “Diário do Poder” – www.diariodopoder.com.br Autorizada a publicação com indicação da fonte  www.blogpaulocastelobranco.com.br

Mais Artigos...

Página 6 de 74

6