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BOLA FORA

BOLA FORA

Enquanto milhões de brasileiros choram as mortes dos jogadores, jornalistas e dirigentes da Chapecoense, milhares de torcedores do time do quanto pior melhor, voltaram às ruas para, como se fossem membros das violentas torcidas organizadas que destroem, espancam e matam nos estádios de futebol, tumultuar o processo legislativo.

O Chapecoense, nascido no oeste catarinense, uniu a população da simpática Chapecó em torno da campanha vitoriosa do time que quase chegou ao título de campeão da América do Sul, foi atingido em plena ascensão e deverá receber o título por deferência do seu adversário, em respeito aos que não puderam concluir a disputa.

Por aqui, a solidariedade e a democracia voltam a sofrer com a violência daqueles que, lideradas por marginais, retomam o vandalismo e o usam como armas para ameaçar os poderes constituídos em busca do espaço que perderam por força da Constituição e das leis.

A derrocada do governo que afundou o país na pior crise econômica e social fez renascer os baderneiros que haviam se escondido sob a proteção de grupos criminosos, pois muitos dos seus comandantes políticos estão encarcerados pela ação implacável da Justiça, do Ministério Público e da Polícia Federal.

Esses baderneiros, que eram financiados por programas sociais e atos de corrupção, devem estar recebendo parte de recursos acumulados ilegalmente e administrados por facções que se espalham nos presídios, agora com a colaboração de profissionais especialistas na aplicação de dinheiro e ocultação de patrimônio.

O Poder Executivo, ainda maculado pela presença inevitável de políticos investigados, tenta conduzir o destino do país rumo à democracia plena, ao controle dos gastos públicos e a volta da ética na política.

O esforço do presidente Michel Temer em tranquilizar a população e seguir pilotando o trem que nos conduz pelos trilhos tortuosos dos caminhos do exercício do poder é incontestável.  A nossa sorte é que, se a máquina que puxa o nosso comboio não tiver combustível para continuar o trajeto desejado, o máximo que poderá acontecer será a paralisação do país em um desvio qualquer, que não a queda livre no espaço infinito.

Vivemos momento crucial da nossa história e precisamos de muita paz e cuidado no trato das questões fundamentais. A força do Congresso Nacional, mesmo com tantas acusações contra vários dos seus líderes, é incontestável. Mesmo os parlamentares que estão na berlinda, tentando minimizar os seus malfeitos, se posicionam a favor das medidas propostas pelo governo, embora, na calada da noite, aprovem o controle das ações das autoridades judiciárias.

A forte reação da ministra Cármen Lúcia contra a possibilidade de ser criminalizado o agir da magistratura é sinal  que o judiciário irá buscar no povo a sua sustentação; alias, em seu discurso de posse na presidência do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia se mostrou submissa ao povo brasileiro, de onde emana todo o poder. Agora, reforçando a sua posição, disse: " Há de se perguntar a quem interessa. Não ao povo, certamente. Não aos democratas, por óbvio. Juiz sem independência não é juiz. É carimbador de despachos, segundo interesses particulares, e não garante direitos fundamentais segundo a legislação vigente". Os democratas devem voltar às ruas com sua força renovada e entrar em campo como o Chapecoense que, certamente, se recuperará para dar novas alegrias aos seus torcedores e disputar, com lealdade, a busca da vitória! Cármen Lúcia não está só!

Brasília, 30 de novembro de 2016.

Paulo Castelo Branco - Publicado no CONGRESSO EM FOCO em 01.12.2016 - www.congressoemfoco.com.br  - Autorizada a publicação com indicação da fonte.

EM NOME DO PAI

EM NOME DO PAI

As eleições municipais demonstram que o eleitor está desanimado com os políticos. Vários prefeitos eleitos tiveram menos votos do que os nulos e em branco, e a abstenção superou os índices das eleições anteriores.

A discussão sobre o financiamento público de campanha e o fundo partidário vai além da política e pode encobrir a participação do crime organizado na escolha de candidatos ficha-limpa; porém, servidores das quadrilhas que transformaram o país num campo de guerra.

Os caminhos abertos pela "Operação Lava-Jato" desvendaram o saque aos cofres públicos e a atuação de políticos corruptos mancomunados com empreiteiros corruptores que formaram a maior quadrilha já desbaratada em terras d' além-mar, desde a chegada de Cabral - o de 1.500!

Centenas de prefeitos, vereadores, deputados, senadores já trocaram o terno bem talhado pelo uniforme laranja que identifica os submetidos à prisão. A delação dos executivos da Odebrecht implodirá o caixa-eletrônico do poder, espalhando milhões de reais e moedas estrangeiras marcadas em cores exuberantes para que se saiba que foram desviadas do erário.

Sobre essas questões, o eleitor sabe de tudo e escolheu candidatos que poderão melhorar as suas vidas. A eleição de políticos idosos e experientes, como Humberto Souto, Iris Rezende, e alguns mais, reflete que a população idosa se manifesta, elegendo candidatos conhecedores dos problemas dessa parcela que sofre sem atendimento digno na saúde e na segurança pública. Os prefeitos mais velhos conhecem as necessidades dos aposentados ou dos beneficiários de miseráveis rendimentos.

De fato, o único privilégio que o idoso possui é a prioridade no atendimento em órgãos públicos e, se tiver veículo, tentar estacionar numa vaga, muitas das vezes ocupada por motoristas arrogantes e agressivos.

A maioria dos denominados "os da melhor idade", sabe que a vida, como uma vela, está se apagando, mas necessitam trabalhar para colaborar na renda familiar ou manter netos e bisnetos que não sabem se poderão contribuir para a previdência pela falta de emprego formal.

Em encontro informal, ouvi de um participante de grandes momentos da política nacional que Miguel Arraes, no seu retorno ao governo de Pernambuco, perguntado quem apoiaria na disputa da presidência da República, respondeu: Com Brizola tenho diferenças históricas, é difícil apoiá-lo. Lula, não é um líder político é, na verdade, um pelego defensor dos "carteiras assinadas", e encerrou a conversa com uma baforada de charuto dizendo: está difícil!

O velho cacique sabia das coisas e, naqueles tempos, já avaliava o desastre que nos seria imposto pelos companheiros. Felizmente, parece que o povo está procurando novos rumos.

Estas eleições, como tantas outras que realizamos desde a redemocratização do país, foram difíceis; e as próximas, mais difíceis serão. O esvaziamento do Congresso Nacional devido o afastamento de políticos envolvidos com as empreiteiras seguirá em ritmo acelerado, devastando carreiras e jogando na cadeia inúmeros investigados, denunciados, ou réus que hoje gozam do abrangente foro privilegiado.

Neste momento complexo da vida nacional surgiram os representantes de fiéis que, em nome de Deus, ocuparão cargos importantes nos governos. O estado laico, que não é respeitado, a cada dia terá legislação baseada em fundamentos religiosos, dividindo ainda mais as relações entre fiéis das nossas várias religiões e seitas que, hoje, tentam harmonizar a convivência entre os cidadãos. Que, em nome do Pai, possamos superar os obstáculos dos nossos indecifráveis caminhos.

Brasília 31 de outubro de 2016.

Paulo Castelo Branco.

Publicado no "Congresso em Foco"-  www.congressoemfoco.com.br ou www.blogpaulocastelobranco.adv.br - Autorizada a publicação com indicação da fonte.

NOMES, ALCUNHAS E APELIDOS

NOMES, ALCUNHAS E APELIDOS

 

Há alguns anos, crianças e jovens eram chamados por seus parentes com diminutivos. Primeiro, meu amorzinho, após o batismo, surgiam os apelidos: Bibi, Pê, Zé, PX, Chico, Lili, Gabi, Quinha, Toni, Beto e outros milhares de apelidos.

 

No período escolar, os colegas, de acordo com o tipo físico, recebiam apelidos que hoje são consideradas politicamente incorretas, mas, à época, não passavam de brincadeiras que, de modo geral, não deixavam sequelas. Peito de pombo, indicativo de criança com deformação que desaparecia com a prática da natação; baleia, fora do peso ideal; sarará, cabelo encaracolado e de cor indefinida; pintor de rodapé, de baixa estatura; burro, desatento, e por aí seguiam até chegar ao curso superior quando, pelas opções de cursos, os apelidos se tornavam mais raros, apesar de, pelas costas, alunos e professores eram conhecidos pelas qualidades que não tinham.

Na fase adulta, os que seguiram a vida política aproveitaram as alcunhas que escondiam seus nomes verdadeiros para se lançar candidatos a cargos eletivos.

Agora, nas campanhas eleitorais é que se nota a criatividade dos postulantes ao se apresentarem aos eleitores; nesta hora há de tudo: Ximbica, Costas Largas, Da Navalha, Nas Bocas, e outros nomes que acabam prejudicando o candidato quando ele começa a compreender que a política marca os seus personagens e, se a carreira se tornar importante, fica difícil se livrar do apelido. Imagine-se um presidente da República, numa reunião internacional, e ser anunciado como "Lulu Vaselina"; os presentes logo perceberão que a fala do sujeito não goza de credibilidade.

 

Nesses tempos de "Lava Jato", com milhares de planilhas aprendidas pela Polícia Federal e o Ministério Público, alcunhas variadas dissimulam os verdadeiros destinatários das propinas.

 

A lista mais recente, e há muito esperada pelo cidadão comum, é um primor de falta de imaginação dos assessores e intermediários da entrega da grana previamente fixada.

 

Os codinomes escolhidos não conseguem despistar nada; ao contrário, chegam aos beneficiários como se eles tivessem entregue as suas carteiras de identidade e posado para fotos nas portarias dos prédios.

 

Dizem que algumas provas mostram relatos de encontros secretos entre corruptos e corruptores. Um deles, cheio de interrogações e exclamações, é mais ou menos assim:

 

27.3. 1º tempo do início do jogo!!! atenção!!!! - place? - pilotis ON 2º piso& - chave @pombalpraça - acesso $$ - camisa 10 aguarda 13hs!!!. Resposta: Cod 01 OK! O e.mail foi decifrado em 30 segundos pelo filho de um analista que aguardava o pai para levá-lo à escola.

 

13.12. 43' 2º T!!!! - Hot???? - dog bus/// seguir p/ pasto???? Cuidado, não empurrar a porteira com força!!! Curral 7 -  D'Uomo missa corpo presente 23 hs. O perito já preocupado com o menino, pediu ajuda a um auxiliar e deu a dica: - Isto tem relação com as coisas do bambino, é só checar, e saiu.

 

Com essas descobertas, é possível que os pais passem a manter os nomes de seus filhos para sempre, assim não correrão o risco de saberem por último as alcunhas usadas por eles para esconder falcatruas; as pessoas serão conhecidas por seus nomes e sobrenomes, assumirão os seus malfeitos e facilitarão o trabalho dos investigadores.

 

Brasília 01 de novembro de 2016.

 

Paulo Castelo Branco

Publicado no Diário do Poder em 3.11.2016 - www.diariodopoder.com.br  Autorizada a publicação com indicação da fonte  www.blogpaulocastelobranco.com.br

BRIGA DE GALOS

BRIGA DE GALOS

O agressivo discurso do deputado Laerte Bessa (PR.DF)no plenário da Câmara dos Deputados, contra o governador Rodrigo Rollemberg,  abriu a temporada da disputa majoritária nas eleições de 2018.

Laerte Bessa, policial civil com mais de 30 anos de serviços,  galgou todos os postos da instituição e sempre lutou pela unidade e valorização dos servidores de parte da segurança pública que lhes cabe.

A Polícia Civil do Distrito Federal, bem como a Polícia Militar - representada na Câmara pelo deputado federal Alberto Fraga - sempre gozou de prestígio e reconhecimento da população candanga,  além do Corpo de Bombeiros que completa a reputação das corporações que garantem a segurança do governo federal e distrital.

O governador Rodrigo Rollemberg, que encontrou os cofres públicos devastados pela incompetência e desmandos do governo passado, tenta consertar o descalabro, mas não possui discernimento e liderança para desatar o imbróglio em que se meteu ao renunciar ao mandato de senador para ganhar uma eleição que, na verdade, não deveria ter sido sua; ganhou por não haver candidato com tempo para apresentar os seus programas; Jofran Frejat, excelente homem público, que sempre se dedicou à causa pública, chegou à disputa aos 45 minutos do segundo tempo. Deu no que deu.

Nesses tempos de penúria, qual governador tem a coragem de pagar promessas feitas em campanha se os recursos sumiram e a fiscalização sobre os gastos públicos, a cada dia, se torna difícil de contornar.

Já se fala em impeachment de Rodrigo ou a sua renúncia. A primeira hipótese se torna inviável pelo nível da política local que se transformou em festa de gafieira. Quem está dentro não sai, quem está fora não entra! A segunda, é pior ainda, pois Rodrigo, ao renunciar ao Senado Federal, deixou em seu lugar um sucessor que não queria nem como companheiro de chapa. Agora, se decidir entregar os pontos, nos deixará nas mãos do vice-governador, Renato Santana, com quem Rodrigo não troca palavras; além do mais, a população pergunta: - Se o governador não governa, o que fará seu sucessor que quase ninguém sabe quem é?

Este relato é para chegar à guerra montada no front local. Observando o desempenho dos nossos representantes na Câmara Federal,  constata-se  que só um pequeno grupo de parlamentares participam efetivamente das discussões locais e nacionais; não é do meu feitio nominar políticos, mas a responsabilidade que tenho como cidadão brasiliense, obriga-me a indicá-los: Alberto Fraga, Izalci, Laerte Bessa e Rogério Rosso, estes parlamentares, certos ou errados, se destacaram e merecem o reconhecimento popular.

Pois bem, o clima de combate verbal que reverbera nas redes sociais, após o discurso de Bessa, pode piorar a situação do governo. Rodrigo, filho de família respeitada e admirada na cidade, é homem desarmado, de paz e princípios rigorosos herdados de seu pai Armando Rollemberg, jurista e humanista de grande valor. O governador deverá controlar os seus mais primitivos instintos e buscar harmonia nas relações públicas.

Laerte Bessa, profissional da legalidade e do confronto contra a criminalidade e a violência, é especialista em investigações complexas, pode portar armas letais; mas, político, usou a palavra como metralhadora .50 para atingir o seu adversário.

É chegada a hora de surgir um mediador competente para tirar Rodrigo do sufoco e Bessa da mira implacável das palavras que não matam, mas esfolam.

Brasília 20 de outubro de 2016.

Paulo Castelo Branco.

Publicado no "Diário do Poder" em 20.10.2016 - www.diariodopoder.com.br  - Autorizada a publicação com indicação da fonte - www.blogpaulocastelobranco.com.br  - face/Paulo Castelo Branco - Twitter @paulocastelobranco.

GUERRA E PAZ

GUERRA E PAZ

Assistindo televisão ao lado de um dos meus muitos netos, foi anunciado o prêmio Nobel da Paz ao presidente Juan Manuel Santos, da Colômbia. Meu neto, aluno do ensino fundamental, fez um comentário que vale repetir: - Vô, por que razão o Prêmio Nobel da Paz é oferecido a algum personagem que já guerreou contra outro povo?

Lembrei-me, imediatamente, de uma conversa que tive com minha mãe, quando cursava o segundo grau. À época, ainda vivíamos tempos de ressentimentos das atrocidades praticadas na  2ª Guerra Mundial e que, até hoje,  resiste nos depoimentos de pessoas atingidas pessoalmente pelos horrores do absurdo.

Perguntei à minha mãe a razão pela qual ela havia concebido três filhos entre 1939 e 1945, em plena guerra. Ela respondeu: Eu tinha esperança no futuro! Esta frase, que já repeti em inúmeros momentos, ficou gravada em minha memória para sempre e a uso como exemplo de como é possível acreditar na paz, mesmo em tempos sombrios.

Meu neto tem razão! É difícil compreender a concessão do prêmio mais importante a personalidades que tentam a paz, mesmo fazendo a guerra.

Tolstói,  em sua célebre obra em que narrou a história da Rússia sobretudo as ações de Napoleão nas guerras que comandou na região, desenvolveu a teoria fatalista da História em que o livre-arbítrio não basta para conter os ânimos belicistas que se fundamentam no determinismo histórico que supera, em algum momento, a busca da paz inerente a maior parte da humanidade.

"Guerra e Paz" é um livro que recomendo aos jovens, mesmo sabendo que muitos deles não conseguem chegar ao fim por falta de interesse ou por não estar envolvidos em outros aspectos da modernidade.

O prêmio Nobel da Paz já foi conferido a muitos combatentes e cruéis dominadores que, em disputas econômicas ou territoriais, cansados de guerrear, interrompem o embate e, com a interferência de autoridades de outras nações e da ONU, propõem cessar -fogo e entabulam negociações com seus adversários. As tratativas, quando bem  sucedidas, os credenciam a receber o prêmio por terem parado de se matar e destruir as suas cidades.

O caso mais polêmico foi o agraciamento do presidente Barack Obama, quando recebeu o prêmio pela sua determinação de eliminar agressores de sua pátria e defender países nos quais a liberdade e a independência são negadas ao povo a custa da força e das ditaduras. Parece um contrassenso um comandante em chefe da mais poderosa força militar ser agraciado; no entanto, Obama, ao longo do seu governo, efetivamente buscou a paz e a união entre as nações.

Em seu discurso, por ocasião da entrega do prêmio Nobel,  Obama reafirmou a sua responsabilidade nas guerras contra o terrorismo, reconhecendo que o uso da força, em algumas ocasiões, é  necessária, tendo em vista as ações de fundamentalistas religiosos, ditadores, além de   mercenários  que agem contra qualquer adversário desde que recebam o preço do derramamento de sangue de inocentes. Por fim, o presidente disse: "Quando a força é necessária, temos o direito moral e estratégico em nos regermos por certas regras de conduta, mesmo quando enfrentamos um adversário sem regras".

Nos funerais do líder israelense Shimon Peres, um gesto de busca de paz do presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Zeidan Abbas, marcou  o reconhecimento do trabalho de Peres na incessante busca da paz.   O israelense,  durante a sua vida, procurou encontrar um caminho da paz entre israelenses e palestinos; não conseguiu, mas o gesto de Abbas abre novos rumos para o entendimento e o fim das hostilidades, basta  boa vontade entre os comandantes das forças políticas.

Brasília, 7 de outubro de 2016.

Paulo Castelo Branco

Publicado no "Diário do Poder" em 7.10.2016  - www.diariodopoder.com.br   - Autorizada a publicação com indicação da fonte.  www.blogpaulocastelobranco.com.br  - @paulocastelobranco   - face/Paulo Castelo Branco.

 

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